Esta exposição resulta da minha residência no Vale do Neiva, em dialogo com os projetos desenvolvidos pelas duas fotografas convidadas, Juliana Maar (@juliana.maar) e Silvy Crespo (@silvycrespo) e lancei-me o desafio em usar as “Terras do Neiva”.
Caulinos alvos, argilas refratárias que cozem cor de areia e barro vermelho provenientes dos barreiros da região, foram incorporados no meu trabalho num processo profundamente experimental.
Deixei-me levar pela matéria para descobrir as estórias que as Terras do Neiva nos querem contar.
Deixei-me levar pela matéria para descobrir as estórias que as Terras do Neiva nos querem contar.
Contam a estória da Morgada das Neves que queria irmãos e sente a falta de quem não chegou a ser. Da hipocrisia do nosso consumo, com Céu Aberto. Aparece o Rio. E em tonalidades de linho e estopa, fala destas linhas imaginárias, que usamos como fronteiras e da sua importância no desenrolar de muitas vidas e, por fim, na força da natureza que teimamos em ignorar.
Nota: Argilas locais gentilmente oferecidas pela empresa MCS Portugal.
Forum Cultural da Neves, Largo das Neves, Vila de Punhe.
Organização: Filhos do Neiva (@filhos_do_neiva)
Fotografias: Domingos Jaques Ribeiro / @Jak_r